quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

2º Semestre

E começa tudo de novo!! Força para o 2º semestre! Acho que vamos mesmo precisar, pelo que já vimos hoje... eheheh Pelo menos os temas parecem-me muito mais interessantes do que no semestre que acabou. É preciso é pensar positivo! Grupo maravilha, um big kiss! Vocês que sabem quem são ;)

domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Adoro-vos!

Luís, Cafi, Isaura, Belinda, Lu, Inês, Filipa, João, Diogo, padrinho... Foi com este olhar que vos pedi trabalhos e coisinhas da faculdade, não foi? É que nenhum de vocês me negou fosse o que fosse... É tão bom ter-vos como AMIGOS!

Não pensar...

“Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar... “

sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Lembranças!

"As coisas vulgares que há na vida Não deixam saudades Só as lembranças que doem Ou fazem sorrir Há gente que fica na história Da história da gente E outras de quem nem o nome Lembramos ouvir..." Enquanto faço este trabalho horrendo, o pior de sempre, vou ouvindo música bonita para me acalmar. E lembro-me de gente bonita também :)

quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Anónimo

"Anónimo disse... escrever desperta a alma...continua." Gostei desta mensagem, gostei mesmo! Só preferia saber quem proferiu tais palavras... :) Ou por não saber quem foi é que fiquei a pensar nisto? Se calhar se soubesse não daria tanto valor, não teria tido o mesmo impacto. Pois é...

quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

:)

A felicidade
"Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor
A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem."
Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
Tendo em conta que o último tema que desenvolvi não é um estado que me caracteriza, aqui deixo este belo poema... Disfrutem :)

quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

:(

Tristeza... Tristeza ou desgosto é um sentimento humano que expressa desânimo ou frustração em relação a alguém ou algo. É o oposto da alegria. A tristeza pode causar reacções físicas como choro... A tristeza pode ser originada da perda de algo ou de alguém que se tinha de muito valor. É comum a tristeza ser descrita como algo amargo, como uma dor...

(http://www.wikipedia.com/)

terça-feira, 27 de Novembro de 2007

A Família em Rede - cap. 4

Valores "Valor" do Lat. valore; o que uma coisa vale; importância. (http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx) Se os alunos não considerarem importantes as práticas dos educadores, então pouco lhes interessa o que é dito. Eu funciono precisamente assim em relação a trabalhos que me são pedidos na faculdade para os quais não vislumbro qualquer utilidade... Mas passando à frente... Tal como diz o autor, vai havendo maior atenção ao que os alunos consideram ou não que tenha significado e que justifique a sua atenção, o que só melhora as relações interpessoais entre educadores e educandos, seja na escola, seja em família. Vai-se tornando então como prioridade a honestidade e o respeito por cada um. Honestidade e engano na aprendizagem: É comum não conseguirmos justificar às crianças em palavras simples porque têm de aprender mais matemática do que aquela que usamos diariamente, como somar, subtrair, multiplicar e dividir... Bem como a aprendizagem da gramática... Porquê? Perguntam elas agora e perguntavamo-nos nós antigamente. Sempre houve tendência para levar as crianças ao engano, pois "justificar uma grande parte do que se encontra nos currículos escolares é de certeza muito difícil, talvez até impossível", quanto mais explicar! Até no «software educativo» o engano é reforçado, ao invés de o tornar desnecessário. Respeito na aprendizagem: Jogo corfebol. Comecei há 6 anos. Estou na equipa campeã nacional actual, mas até aqui chegar, sofri muitas derrotas no campeonato português, algumas delas bem pesadas. Custa-me, não gosto de perder, nem como experiência de aprendizagem, prefiro aprender sempre a ganhar! No entanto, quando jogo contra equipas holandesas onde estão alguns dos meus ídolos, só o prazer de partilhar o mesmo espaço com eles dá-me vontade de jogar mesmo tendo a certeza absoluta da derrota, mas de uma derrota com a cabeça levantada, pois eles jogam a sério seja qual for o adversário. E assim é que é! "O escândalo da educação reside no facto de sempre que ensinamos algo estamos a privar a criança do prazer e do benefício da descoberta." O mesmo acontece nos treinos... Considero o corfebol muito estimulante mentalmente. Se não nos empenharmos na nossa capacidade de pensar por nós próprios, então não conseguiremos contribuir para o bem duma equipa. Materialismo: O autor afirma que "É necessário que nos consideremos partidários de um acesso mais universal aos computadores." O acesso à Internet apresenta como aspectos positivos o seu potencial de nivelamento e a grande liberdade de expressão. Como aspectos negativos, a tendência para sobrevalorizar o progresso tecnológico, isto é, incidir toda a vida em bens informáticos, tornando-se num critério de sucesso. Relacionamento na Internet: O acesso de toda a gente aos mesmos recursos pode causar perigos... Tanto um adulto como uma criança podem frequentar os mesmos sítios, sendo que tal pode tornar-se prejudicial para os mais novos, pois encontram temas, fotos, imagens e etc a que não deviam ter acesso até serem adultos. Mesmo havendo protecções para menores, também a possibilidade de troca de identidade é um perigo, pois os dados podem ser inventados e a pessoa que está do outro lado não é quem diz ser.
Sendo a honestidade um dos valores fundamentais para mim, concordo com o autor quando refere que é na família que deve começar o culto da honestidade absoluta, para que desde cedo percebamos que, embora em certos momentos da nossa vida a fronteira entre a verdade e a falsidade estará mal definida, existe uma área onde ela é sempre nítida.

segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Internet

Realmente as tecnologias às vezes enervam-me mesmo... Obrigada Cafi (para que fiques bem identificado, Carlos Filipe Alves ;p) por tentares sempre ajudar-me ao estilo Papert e por teres paciência para mim ;)
Desabafo e agradecimento à parte, passo agora a referir os benefícios que traz a comunicação através da internet... Estas minhas últimas semanas foram recheadas, o trabalho triplicou, e se não fosse a rapidez e eficiência deste meio de comunicação, tudo se tornaria ainda mais complicado e demorado. A divulgação da reportagem "À conquista de um sonho", a divulgação do Dia Mundial da Diabetes, a divulgação da AJDP, a visualização de jogos do Mundial de Corfebol que decorreu na República Checa este mês, a divulgação de resultados e estatísticas de todos os jogos quase no momento, o acesso à conta bancária, a compra de bilhetes na rede Expresso para vir ter com o meu namorado... Tudo isto ocorre à distância de apenas um click, e graças à Internet.
Actualmente a divulgação de tudo e mais alguma coisa é feita maioritariamente através de blogs, sites, fóruns, e-mails... Inclusivé todo o trabalho exercido entre os sócios da AJDP, bem como certas decisões de direcção do meu clube de corfebol, é discutido e planeado numa sucessiva troca de e-mails. Não é necessário um espaço físico para o fazermos, o que torna tudo mais fácil e acessível.

segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

A Família em Rede - cap. 3

O título do capítulo 3 é o tema que mais me interessa desenvolver este semestre em Tecnologias Educativas II: Aprendizagem. Divido-o por tópicos nos 7 posts seguintes... A minha aprendizagem deste capítulo foi decorrendo ao longo do seu resumo, pois da primeira vez que o li não tive logo percepção das ligações que se podem fazer entre o que o autor escreve e o que acontece no nosso dia-a-dia. Para finalizar, tenho a dizer que este tema foi o que mais trabalho me deu a desenvolver até agora, talvez por ser muito abrangente e por ter muito para dizer... Trata de temas que adoro, mas que estou ainda a aprender a dominar...

A aprendizagem na zona comercial

A «aprendizagem por computador» está ainda intimamente associada a uma atmosfera desumanizada e mercantil, ao contrário da «aprendizagem tradicional», onde temos um contacto humano e afável. Papert verificou e associou esta visão das aprendizagens em duas lojas de brinquedos para crianças. A primeira era pequena, arrumada, acolhedora, com empregados simpáticos e entendidos nas mais diversas fontes de aprendizagem com qualidade que ali se encontravam à venda. Não havia sinais de computadores. Os clientes eram poucos. Já a segunda era enorme, desarrumada, sem empregados, com uma multidão de clientes no corredor dos «títulos mais recentes em software». Estes cenários espelham bem a percepção da maioria dos pais quanto à aprendizagem via computador. Estes mesmos pais, na hora de escolher, são fortemente influenciados pela divulgação, mediatismo e aparência de determinado software, invés da filosofia educativa, que supostamente procuram.

Duas formas de aprender

A marcada divisão entre as aprendizagens de estilo caseiro e as aprendizagens de estilo escolar ocorreu apenas a partir do aparecimento do computador.
Aprendizagem de estilo familiar – a experiência surge da vivência numa cultura, representando uma aprendizagem bem sucedida, todas as crianças conseguem, nenhuma reprova.
Aprendizagem de estilo escolar – é feita a partir da informação veiculada por outros, podendo ser ou não interiorizada. Trata-se de um modelo de transmissão, através da qual o conhecimento passa do professor para o aluno.
Utilizando a «conservação do número» (Jean Piaget), que afirma a invariabilidade do número, quando se rearranja um conjunto de objectos, verificamos como é processada a aprendizagem na maioria das crianças:
Como exemplo de teorema matemático, proponho dizermos a uma criança o número de berlindes existentes dentro de um copo, que será 10. Depois espalha-los pelo chão do quarto e perguntar à criança quantos são assim. O afastamento dos berlindes sugerir-lhe-á um aumento do número. No entanto, agora em adultos sabemos que o número será naturalmente o mesmo, 10 berlindes! Como aprendemos isso? É improvável que se aprenda porque nos disseram. A experiência mostra que, se os adultos disserem à criança que o número de berlindes se mantém, elas respeitam mas continuam a acreditar nas suas próprias convicções. Só através da experiência e pensamento as crianças adoptam a opinião do adulto sobre a conservação do número, contando os berlindes um a um dentro e fora do copo.
Gregory Bateson afirmou que sempre que aprendemos algo, aprendemos duas coisas: uma sobre o que se pensava estar a aprender e, a outra, sobre o método de aprendizagem utilizado.

Bits são Bits

O que se movimenta nas páginas da Internet são bits. A frase «bits são bits» corresponde ao modo como Nicholas Negroponte coloca o acento no facto de o equipamento (hardware) utilizado para receber e transferir ficheiros (download) não saber se esses bits vão produzir uma imagem, som, texto ou até programa. A questão das demoras na Internet faz com que as crianças pensem acerca do motivo para que tal aconteça. Isso fá-las percorrer caminhos relacionados com a matemática, desenvolvendo assim a sua aprendizagem neste campo, progredindo até a resolução de mais enigmas tecnológicos.

Construtivismo

Piaget afirmou que «Compreender é inventar.». O movimento construtivista defende que a aprendizagem é facilitada quando é autodirigida. O aprendiz tem de construir conhecimentos sempre novos em qualquer situação. O professor deve criar as condições para a invenção, em vez de fornecer conhecimentos já consolidados. Sinto que é o que se passa actualmente na nossa licenciatura! Maior parte dos professores dão-nos armas para trabalhar, não debitam matéria. Não temos uma única unidade curricular em que só hajam aulas teóricas, o que justifica este movimento construtivista, tão bem aplicado também ao uso dos computadores pelas crianças, que só a inventar é que aprendem as suas inúmeras funções. “Para um aluno que veja razão para aprender, quase todos os meios servem.” Esta frase retrata o princípio educativo do crítico Neil Postman. Adorei-a, e assenta-me como uma luva. Preciso de querer aprender para o fazer com qualidade e dedicação. Sou assim no resto da minha vida, quando quero muito algo, esforço-me seja como for para o atingir. Se tenho de fazer alguma coisa por obrigação, então o resultado será pior e terá muito menos brio.

Fazer um jogo vídeo

Abordagem instrucionista – fazer um jogo que ensina Esta é a maneira mais seguida pelos fabricantes de programas de computador. Associar o gosto das crianças por jogos ao nosso gosto de elas aprenderem a contar. Trata-se de uma aprendizagem de estilo escolar, num contexto de jogo. Abordagem construcionista – fazer nós mesmos um jogo. A maioria das crianças que fizeram jogos acha a actividade muito interessante. E como os jogos são importantes para elas, sentem que estão a fazer algo de importante. Esta construção também as faz desenvolver o seu pensamento sobre o facto de existirem pessoas diferentes, que podem gostar de outro tipo de jogos. A abordagem do aprender sobre a aprendizagem - Os jogos são bons para a aprendizagem quando podem ser directamente relacionados com o conhecimento de estilo familiar, isto é, os jogadores deixarem-se ir enquanto jogam, guardando o raciocínio sobre a sua actuação e dificuldades para antes ou depois do jogo. Com frequência assistimos à pressa dos miúdos quererem acabar um jogo novo antes de todos os seus amigos, o que implica terem de prestar atenção ao modo de aprender, o que raramente acontece nas escolas, sendo essa uma missão apenas do professor, limitando-se o aluno a fazer o que ele diz.

Mau software - 3 características criticáveis

- A máquina é activa, ao contrário da criança. Quem manda em quem? A criança ou a máquina? - É enganador e tem orgulho disso. A aprendizagem tem adquirido má fama devido a práticas empobrecedoras da escola ao longo dos anos. Então, há pais que compram software com publicidade como "É tao divertido que o seu filho nem se apercebe que está a aprender.". Constatando nós o gosto que as crianças têm em aprender, esta frase torna-se assustadora! - Favorece reacções rápidas, em detrimento do raciocínio continuado. O software fornece resposta imediata. Ao surgiram problemas na elaboração de um jogo, por exemplo, há uns que serão resolvidos, mas há outros que serão anulados, e há outros ainda que serão contornados por se ter encontrado forma de os evitar.

Micromundos e hipermundos

Deparo-me com uma palavra que não conheço... Idiossincrático... Nem eu, nem o dicionário de língua portuguesa on-line Priberam (http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx). Quem sabe o seu significado? Nos micromundos a aprendizagem pode acontecer sem o embaraço provocado pelas complexidades do mundo real, a realização de alguma coisa através de bits tem vantagens quando comparada com a construção de coisas reais, materiais, tais como objectos de metal, plástico ou madeira. A facilidade de acesso é extremamente maior, chegando a todo o mundo através de um "click", construindo assim o hipermundo, em que a criança, tendo o acesso à Internet, aprende por se movimentar através do seu próprio micromundo a outros micromundos.

quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Reportagem TVI este DOMINGO às 20h!

Tal como tinha dito, aqui está a data da emissão da reportagem da subida de 24 diabéticos ao cume do Toubkal (4167m): Este DOMINGO dia 28 às 20h no Jornal Nacional da TVI! É apenas através das tecnologias que a AJDP (http://www.ajdp.org/) vai conseguir passar a mensagem a todo o país e, assim, conseguir chegar às casas das pessoas que precisam do nosso exemplo de força e determinação a superar o desafio diário que é a diabetes! Espero que divulguem também juntos dos vossos familiares e amigos, pois quanto maior for a divulgação desta reportagem, mais a notícia será espalhada... Pensem que podem estar a fazer bem a alguém que vai ter de viver com a diabetes o resto da vida e que tem dificuldade em aceitar tal diagnóstico. Acreditem que estamos, acima de tudo, a destruir mitos que só prejudicam a qualidade de vida dos diabéticos e a mostrar ao mundo que podemos ter uma vida longa, com saúde e cheia de aventura! À conquista de um sonho...

terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Plano Nacional de Leitura

NUNCA façam "publicar mensagem" antes de "guardar agora" para não perderem todo o trabalho que produziram em, por exemplo, uma hora inteirinha... Como foi o meu caso! Que irritante! É por isso que certas tecnologias me transcendem, porque perco o controlo delas... E até de mim própria, como aconteceu ontem! O tema que tão bem tinha desenvolvido era acerca da leitura dos portugueses, visto que nos últimos 10 anos o número de leitores subiu apenas 7%, sendo que são as mulheres e os jovens que lêem mais livros, já que os homens entre os 25 e os 54 anos preferem os jornais, sobretudo os desportivos. Portugal não deixa assim as posições finais na tabela de índices de leitura. A ministra da Educação sublinha a necessidade de continuar o trabalho iniciado há um ano, com o Plano Nacional de Leitura (PNL). “O que os estudos revelam é que houve um enorme progresso em matéria de leitura em Portugal nos últimos anos. Mas revelam também a absoluta necessidade do PNL e da continuidade do trabalho que é necessário ser feito nas escolas, bibliotecas públicas e em todos os espaços na promoção do gosto de ler”, declarou, Maria de Lurdes Rodrigues, na I Conferência do PNL. Mas afinal o que é o PNL? O Plano Nacional de Leitura (http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/) é uma iniciativa do Governo, da responsabilidade do Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, sendo assumido como uma prioridade política. Destina-se a criar condições para que os portugueses possam alcançar níveis de leitura em que se sintam plenamente aptos a lidar com a palavra escrita, em qualquer circunstância da vida, possam interpretar a informação disponibilizada pela comunicação social, aceder aos conhecimentos da Ciência e desfrutar as grandes obras da Literatura.

quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

A Família em Rede - cap. 2

Ciberutópicos, cibercríticos, ciberavestruzes, culturas, literacia, fluência, tecnologias transparentes, tecnologias opacas, frustração... Que conjunto de palavras tão bem explicadas por Papert. O início do capítulo prende-se de imediato com a dúvida do futuro da era digital. Não que hajam dúvidas acerca da sua expansão e importância, mas sim das suas implicações, sobretudo, na educação dos jovens. Na perspectiva dos ciberutópicos, a revolução digital proporciona uma vida melhor; na perspectiva dos cibercríticos, os perigos das tecnologias são imensos, sendo que defendem que há quem esteja melhor sem elas do que dando-lhes uma incorrecta utilização. Tratam-se de ideias extremistas que, no entanto, nem uma nem outra aborda o principal foco da utilização das tecnologias em educação, a aprendizagem. Com a utilização do computador ocorrem aprendizagens a nível humano, familiar, entre gerações, entre professores e alunos, e também entre pares com gostos comuns. Sabemos que a aprendizagem tem mais sucesso quando o aprendiz participa com empenho e voluntariamente, o que acontece claramente quando verificamos as crianças a pesquisarem sobre temas que lhes interessam. Ajudar as pessoas que querem construir um futuro com qualidade é dos actos mais compensadores que podemos ter. Por exemplo, o meu grupo de Seminário de Integração Profissional II vai trabalhar em parceria com a Casa do Gaiato, Escola Secundária Pedro Alexandrino e Casa do Professor com o intuito de observar os "gaiatos", esperando que, com esta análise, possamos contribuir para um melhoramento ou aperfeiçoamento da integração social e do aproveitamento escolar deles. Agora perguntou eu: "Haverá algo mais recompensador?" A descoberta do significado de uma aprendizagem faz com que a criança fique motivada a partir do momento em que percebe a utilidade de determinado conhecimento, sendo capaz de combinar o conhecimento formal que supostamente já possuía com a sua intuição. Assim, ciberavestruzes são aqueles que planificam um currículo e consideram que a utilização do computador apenas é benéfica para o seguimento desse planeamento, e nada mais que isso. A resistência dos educadores a novas técnicas é perfeitamente compreensível, pois sempre se verificou lentamente o surgimento de uma nova cultura, e as aprendizagens com tecnologias não serão excepção. Tal como com todas as modas, há que ter cuidado com o excessiva comercialização que se pode criar aquando da aceitação destes produtos educativos para computador. Os cursos informáticos NÃO ensinam as crianças a utilizar os computadores para o que realmente lhes interessa, pois estes cursos baseiam-se em ensinamentos superficiais. No entanto, os pais acreditam, certamente por desconhecimento, tendo em vista a futura conquista de um emprego para o filho, que serão benéficos para o seu currículo. Literacia computacional não é aplicada nestes casos, ao contrário do que a maioria dos pais pensa. A reacção a algo que não se sabe como funciona define com clareza quem possui ou não fluência tecnológica. Quem fica embaraçado ou vai pedir ajuda é uma pessoa pouco fluente; já quem fica a tentar resolver o problema, mesmo sem saber como, é uma pessoa fluente, tratando-se aqui de uma aprendizagem por tentavivas. Em relação às tecnologias transparentes e opacas, darei um exemplo dado também pelo autor. Antigamente, qualquer pessoa abria o capot do carro e conseguia descobrir onde estava a avaria, pois via-se bem o motor e todos os seus vizinhos. Actualmente, se um carro avaria não há quam consiga decifrar de onde vem o problema, pois o motos está tapado, não há fios à solta, está tudo compactado e bonito. Acontece a mesma situação nas tecnologias do passado e actuais. FRUSTRAÇÃO! Esta tecnologia que está a entrar em todo o mundo é fantástica, faz coisas incriveís... Mas é muito confusa, e temos de saber isso para nos pouparmos ao sentimento de frustração que tanta vezes os computadores nos provocam, como aconteceu comigo ainda hoje!